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O lado de dentro e o lado de fora da seringa |
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Arte e Cultura Acreana
Walquíria Raizer*
Um martelo em uma mão e os olhos no alto. Dia claro.
Tentei explicar do que se tratava a obra. Ele ergueu as sobrancelhas e não falou nada.
Outro carpinteiro chegou e perguntou a ele. Não a mim.
- Marrapaz, pra quê isso tudo mesmo, hein?
- É o seguinte: os homem tiraram tudo o leite da seringa. E agora tão querendo botar tudo lá dentro de novo. Como não conseguem, vão deixar do lado de fora mesmo.
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O RITO NATIVO FESTEIRO TRIBAL FLORESTANO |
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A palavra, OURIÇO. Que o nativo usa para identificar o fruto esférico da castanheira, tem no seu todo grafo simbolico alfabetico e formal bio-vegetal, um manancial de coerências informativas, que extrapola o nível do que se defini racionalmente como fantástico, fabuloso, extraordinário. Para aqueles que entram pela primeira vez em contato com essas decodificações orentativas; tem se a nitida impressão de que entramos na dimensão de uma imemorial organização ancestral, meio ambiental florestano da qual todos nos participamos e deixamos ai registradas. Podemos vislumbrar as gotas de uma fonte de saberes; de um tesouro de conhecimento sagrado nativo, que através das eras, serviu e ainda esta ai para servi de farol para as nossas comunidades florastanas, encontramos uma mente zelosa sapiente, que atraves de uma dedicada reflexões onde o racional e o imaginário se fundem podemos extrair significados simbólicas tribais de alcance universal; um espirito aldeante harmônico que estão presente no todo que engloba a sua existência.E Começamos por um dos acessos analogias que nos levam a uma das fontes da origem da palavra, OURIÇO. Que no rito festeiro tribal lendacreano é conhecido como OURYÇOM.Os nativos ancestrais florestanos usavam essa associação alfabéticas, para identifica o fruto esférico com sementes de amêndoas brancas, conhecidas como castanhas, que são produzidos pelas arvores de castanheiras. E ao mesmo tempo registravam ai um caminho de significados singulares que sobreviveriam ao tempo espaço celeste mantendo suas funções didaticas tribais. Em meio as constelações de significados que podemos extrair dai. Podemos iniciar fazendo uma ligação do fruto com o significado que tem termo; Rio de Leite, ou via Láctea como define os cientificistas e que é bem conhecida dos nossos ancestrais Atlantas florestanos do Rio Branco, que como foi batizado o aglomerado de estrelas que forma a nossa galáxia estelar. As amêndoas de castanhas, dentro deste contexto associativo imaginante dialético tribal imemorial, são tidas como as gotas de energias condensadas, desse grande Rio Branco iluminado celeste, O fruto da castanheira dentro desse contexto é visto como a concretização de uma das quatro manifestação da extensãO CONHECIDA COMO UNIVERSO que no caso seria o que os lendologo define como UNINVERSO, ou seja, a possivel composição dialética que deu origem a esse universo ou vice versa. que é esse universo fragmentado visto na sua forma inversa, ou seja, o que aqui é fragmentado, no uninverso é um uno, por exemplo todas as árvores aqui, lá é apenas uma arvore, todas as mulheres que existem aqui, lá existe apenas uma; todos os homens daqui, lá se resumi num só homem, e asim por diante. e as nossas imponentes castanheiras dentro deste contexto são vistas como gráficas sagradas desta transcendente organização de particulas imaginates que somos nos, e que estão ai apenas aguardando o momento para voltarem a ser decifradas como tal, fazendo assim com que retornemos a nossa verdadeira linguagem imemorial interativa social. Existem muito argumentários de sustentação desse e de outros ponto de vista que caminham no mesmo sentido. tais como por exemplo os que estão registrado em alguns fragmentos lendários restaurados: “...As gotas são produzidas pelos giros aspirais, do remanso grande Rio Branco celeste UNIVERSICO planetário luminescente (Nos tempos atuais Ja existe instrumento astrolábicos atraves dos quais podemos constatar o formato que tem a nossa galáxia e verificamos que geometricamente estão perfeitamente de acordo com essa concepção), QUE COM SUAS CORRENTEZAS E banzeiros ASTROS HARMONICO, vão dando vida a essas partículas energéticas sabias naturais planetárias, gotas mensageiras divinas, que seguem AGOAM AS ERAS COM SEU CONHECIMENTO E SABEDORIA, TENDO COMO SIMBOLO CROMÁTICO A COR BRANCA DA PAZ. O fruto é a chave que nos dá acesso a ligação simbolica da aliança cooperativa entre o que chamamos de céu e terra.
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